Materiais Elétricos - Para Raios

Muitos séculos antes de alguém pensar em inventar a lâmpada, um grego muito curioso chamado Tales, que vivia na cidade de Mileto, percebeu que existia algo que hoje conhecemos como eletricidade. Ao esfregar âmbar em pele de carneiro, por volta de 585 antes de Cristo, ele observou que o âmbar atraía algumas "coisinhas" leves, como pedaços de palha e madeira. Aquela descoberta, apesar de interessante, não lhe era de grande serventia. Mesmo assim Tales provavelmente a anotou em um papiro, uma espécie de papel daquela época, e deixou a informação para quem quisesse analisá-la no futuro.

Foi somente no início do século 16, no entanto, que o assunto voltou a ganhar a atenção da ciência. Naquela época o médico inglês William Gilbert, que estudava ímãs e o magnetismo, soube dos achados de Tales e passou a fazer alguns experimentos. Ele descobriu que se outros materiais fossem friccionados, como vidro, enxofre e resinas, eles também atrairiam pequenos objetos.

Como âmbar, em grego, é elektron, Gilbert chamou de ELÉTRICAS todas as coisas que se comportavam como o âmbar e de ELETRICIDADE a misteriosa capacidade que os materiais adquiriam de atrair coisas.

Mais de um século ainda se passaria até que se percebesse que não era necessário esfregar todas as coisas para eletrizá-las. Em 1729, o também inglês Stephen Gray descobriu que bastava aproximá-las de coisas que já estavam eletrizadas! Gray imaginou que a eletricidade era uma espécie de fluido que se deslocava pelos materiais. Com alguns experimentos, Gray observou que a eletricidade viajava melhor em alguns materiais, que nós hoje chamamos de CONDUTORES, e simplesmente não passava por outros, que chamamos de ISOLANTES.

Em 1821 o físico francês André-Marie Ampère avançou os estudos de Gilbert ao mostrar a ligação entre ELETRICIDADE E MAGNETISMO. Ao conectar fios em duas pilhas, Ampère percebeu que, dependendo do sentido da corrente elétrica, os fios se atraíam ou se repeliam, exatamente como fazem os imãs! Estava na cara que eletricidade e magnetismo tinham um a ver com o outro. E foi assim que nasceu a idéia de ELETROMAGNETISMO.

Dez anos depois o inglês Michael Faraday fez uma experiência que iria mudar o mundo. Ao mover um ímã no centro de uma bobina feita com um fio de cobre, Faraday observou que havia uma corrente elétrica no fio, que desaparecia quando parava o movimento. Ele concluiu que o ímã deveria ter algo invisível ao seu redor que era capaz de induzir a corrente elétrica no fio. Era o CAMPO MAGNÉTICO!

Esse fenômeno acontecia tanto com um ímã natural, como com um eletroímã, que é um pedaço de ferro enrolado por fios, ligado a uma fonte elétrica. Com isso, Faraday inventou um aparelho genial: o GERADOR ELÉTRICO. A humanidade acabava de conseguir um jeito fácil e eficiente de transformar MOVIMENTO EM ELETRICIDADE: ENERGIA MECÂNICA EM ENERGIA ELÉTRICA.




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